Objetivo:
Mostrar que os seres humanos não devem receber louvores, mas que a missão de cada um de nós é apontar para Deus, o único digno de toda honra e glória.
Introdução:
- Certo dia, durante a viajem missionária que faziam, Paulo e Barnabé foram pregar na cidade de Listra. Quando chegaram a tal cidade, eles encontraram com um homem que nunca tinha andado. Aquele homem foi curado pelo Apóstolo Paulo.
- Incidente que causou grande tumulto entre o povo, que gritava na língua lacaônica: “Fizeram-se os deuses semelhantes ao homens e desceram até nós.” Chamavam Júpiter a Barnabé, e Mercúrio a Paulo. Júpiter (romano para Zeus e Mercúrio = Hermes / divindades gregas)
- E mais: o sacerdote de Júpiter queria oferecer sacrifícios a estes dois missionários de Deus.
Transição:
Este desejo de adorar e receber adoração, eu quero chamar de Síndrome de Júpiter e Mercúrio. Algumas atitudes são necessárias para que não sejamos vítimas dessa síndrome:
1. Praticar a indignação.
• Paulo e Barnabé rasgaram as sua vestes. Este gesto significa que eles não eram superiores a ninguém.
• Eles eram homens sujeitos às mesmas paixões que aquelas pessoas de Listra – constituídos da mesma essência
• Anjos rejeitaram adoração
• João no Apocalipse: “Então eu me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: ‘Olha, não faças isso! Sou conservo teu e de teus irmãos, que tem o testemunho de Jesus. Adora a Deus! Pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia’” 19.10.
• É ridículo ser servido quando Jesus, o Senhor, não o foi.
• As pessoas têm perdido a capacidade de indignar-se com atitudes similares nos dias atuais – tudo é normal e é assim que as coisas são adquiridas.
2. Reconhecer a vaidade.
• É uma vaidade receber a adulação e o louvor de um outro ser humano.
• É abominação ao Senhor nosso Deus
• Dt 4.19, Deus orienta para que não se preste culto a nenhuma imagem, seja ela de homem ou de animais
• Isto não traz nenhuma dignidade ao ser humano, antes é o contrário, pois isto desumaniza-o como imagem e semelhança de Deus.
• A vaidade é o prenúncio da inutilidade – todas as pessoas que correm atrás dessa vaidade se tornaram inúteis nos propósitos do Senhor – também estamos perdendo esta capacidade de distinguir o que é honra e o que é vaidade.
3. Passar pela experiência da conversão.
• Crer que Deus é soberano e criador de todas as coisas.
• Quando Deus é colocado como o Senhor da vida e a pessoa experimenta este senhorio de fato, ela passa a ver os outros como Jesus via: com compaixão.
• É através da conversão que nós voltamos a ser criaturas e Deus Criador – o relacionamento volta ao propósito original de Deus
4. Apontar para Deus como o único merecedor de todo o louvor.
• Somente Deus têm a capacidade de realizar estas ações
• Ele provê para a salvação dos povos
• Ele é Deus misericordioso
• Ele é o Deus de toda providência
• O grande perigo de receber o que pertence a Deus é que nós nos colocamos no lugar de Deus e para que se alguém se coloque no lugar de Deus, é preciso que Deus deixe o seu trono de glória. A criatura que ser o Criador!
•
Conclusão:
- Sem estes quatro ingredientes, a pessoa fica sujeita a gostar da adulação e honrarias. Ela viverá num pedestal de glória e de satisfação do ego.
- Todavia, a Palavra de Deus é muito clara quando ensina que quem não passar pela humilhação da cruz será humilhado pelo Senhor. Ele abaterá todos os Júpiteres e Mercúrios.
- Paulo e Barnabé tinham aqui a grande chance da vida deles de receberem um tipo adoração. É fato que o ser humano, caído em pecado, gosta de receber a adulação dos outros. Vibra quando as pessoas necessitam de seus préstimos, vai às alturas quando lhe é requerido um favor e está em suas mãos o sim e o não. Nestas horas o ser humano atinge o pico da sua ignorância, colocando-se no lugar do Criador. Louvado seja Deus que Barnabé e Paulo rejeitaram aquele louvor!
- Paulo e Barnabé passaram no teste da Síndrome de Júpiter e Mercúrio
Social: Ação de Todos! Um dos papeis da Igreja na sociedade é ser uma consciência profética capaz de ajudar a cada ser humano (entendido como um indivíduo livre e competente diante de Deus e dos homens, vivendo em uma sociedade pluralista) a discernir valores essenciais que norteiam os relacionamentos em todas as suas dimensões.
sábado, 21 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
LIÇÕES DO CÂNTICO DE MARIA. Lucas 1.47-55.
“CÂNTICO”; a atitude de Maria, num ato de contrição e adoração a Deus, diante de tudo que acontecia: A chegada do Salvador, principalmente ter sido ela a escolhida para trazer ao mundo o “Menino Jesus”.
Somos filhos de Novo Testamento, cuja teologia deve nos reger. Por isto que examinar seu ensino teológico sobre o conteúdo do louvor nos fará bem. Há hinos no Apocalipse, nas epístolas de Paulo e de Pedro, bem como nos evangelhos. Fiquemos por hora com o cântico de Maria, um mais conhecidos do Novo Testamento, e encontrado no evangelho de Lucas. O cântico de Maria chamado de Magnificat.
O Cântico de Maria
O cântico de Maria é chamado de Magnificat por causa da primeira palavra em sua redação latina. “A minha alma engrandece ao Senhor” (Lc 1.46), diz-nos o texto em português. Mas magnificat é a expressão latina para “engrandecer”.
É um cântico que exalta a grandeza de Deus, colocando o adorador como quem reconhece e exalta esta magnificência divina.
A ênfase está na grandeza do Senhor. Nada de novo, pois o Salmo 139 é uma exultação plena sobre a majestade divina em vários aspectos. Mas guarde-se isto: a ênfase não está no adorador, mas na grandeza divina. A grandeza de Deus é o motivo central do cântico.
Maria foi visitada pelo Senhor, através de seu anjo (Lc 1.26).
Em seu cântico mencionou esta visitação (Lc 1.49).
A ideia é expressa de maneira mais acentuada por Zacarias, em Lucas 1.68: “visitou e remiu o seu povo” e “nos há de visitar a aurora lá do alto” (Lc 1.79).
A ideia de uma visitação de Deus está associada a sua entrada na história e na experiência dos homens, para libertá-los (Gn 50.24 e 26, Rt 1.6).
Os cânticos são para engrandecer a Deus, e não para nos sentirmos bem, embora engrandecer a Deus nos faz muito bem! Mas o foco deve ser Deus. Outros aspectos são secundários.
Quais as lições que podemos destacar, em termos de conteúdo?
1. A lição, é que Deus é quem deve ser exaltado e engrandecido em nossos cânticos. Vs. 46 e 47. Onde temos “engrandece“, o correspondente em hebraico seria “Proclama as grandezas”.
2. A lição, devemos demonstrar nosso profundo agradecimento por ter Deus enviado o Seu Filho. Jesus. V. 47; “Minha alma” não deve ser entendida como a parte espiritual da pessoa, mas tem o sentido de todo o ser de Maria. Não é um ato mecânico, mas algo profundo, com todo o seu ser. O cântico traz o sentido de uma pessoa totalmente absorta em Deus, derramada diante dele, agradecida.
3. A lição, que demonstra que Maria reconhecia a sua necessidade de um Salvador, assim como todos nós. V. 47 “Deus meu Salvador”. É demonstração da humanidade de Maria, e sua carência espiritual de um Salvador, para sua própria reconciliação com o próprio Deus.
4. A lição, que através da humildade somos alcançados pela graça de Deus. V.48. “Porque atentou na baixeza de sua serva”. Não é um cântico de superioridade, mas de claro reconhecimento de sua humildade. O que Maria recebeu do Poderoso foi por causa de sua graça. Ele “atentou”.O mérito é dele. Tudo que recebemos de Deus é por bondade sua e não mérito humano
5. A Lição, de um cântico que não olha apenas para si, mas inclui os demais: De uma perspectiva pessoal, o cântico se desloca. De Maria, passa a falar do próximo.
Ela engradece a Deus sobre tudo que Ele fez pelo seu próximo.
Fala dos que temem a Deus (v. 50),
Diz que ele agiu contra os soberbos e poderosos (vv. 51-52),
Elevou os humildes (v. 52),
Cuidou dos famintos e puniu os ricos (v. 53).
6. A Lição, de um cântico que exalta a Deus sobre o que Ele pode fazer por uma nação. Mas uma vez o cântico de Maria se desloca, sai do próximo para o povo na sua totalidade, a sua nação: v. 54 “auxiliou a Israel”. O Cântico inclui a expressão da gratidão de Maria em favor de seu povo, enviar Jesus, primeiro aos Judeus.
APLICAÇÃO
O primeiro cântico de louvor do Novo Testamento nos mostra o sentimento do adorador. Não é uma catarse nem entretenimento, mas um profundo reconhecimento de quem é Deus e do se está fazendo. É um momento de contrição. A verdadeira adoração parte de um coração rendido e voltado para Deus. Não há estrelismo humano, mas uma glorificação de Deus.
Produzir emoções na vida do adorador é obra do Espírito Santo. E o evangelho de Jesus é tão poderoso que não precisa que pessoas sejam manipuladas para ele produzir efeitos. Basta centrar o foco em Deus. Ele faz o resto.
Cânticos e Culto devem expressar o nosso reconhecimento da grandeza de Deus e sua ação poderosa sempre em favor de resgatar a vida do pecador, para comunhão com ele. O verdadeiro cântico deve expressar a gratidão por sermos alcançados com o perdão e a Salvação do Senhor por meio de Jesus.
Cânticos e culto não podem resvalar para o intimismo. Há uma mensagem para todos e não apenas para o adorador em particular. Em nossa gratidão lembremo-nos dos irmãos. Deus não é propriedade de um adorador em particular, mas é o Senhor de todos os que creem em Jesus.
É óbvio que nossos cânticos devem expressar nossa fé e nossos sentimentos, mas devem deixar claro que tudo que recebemos de Deus é por bondade sua e não mérito humano.
Estas são as lições do Cântico de Maria, nossa irmã em Cristo, que recebeu a Graça de ser mãe da vida física de Jesus. E que depois do nascimento de Jesus; Maria e seu Marido José voltam à vida comum do lar.
“Despertando José a visão, fez como lhe ordenara o anjo do Senhor e recebeu sua mulher. Contudo não a conheceu, ENQUANTO ELA NÃO DEU À LUZ UM FILHO, a que pôs o nome de Jesus”. Mateus 1.24, 25.
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