Texto: João 20:1-29 Introdução: A ressurreição de Jesus Cristo foi um evento "impactante". Ela tem causado um enorme impacto sobre as pessoas de fé ao longo dos tempos. Deus o planejou para que pudesse ter um impacto sobre a vida das pessoas. Ele foi planejado para que você possa conhecer, aceitar e crer em seu Filho.Vamos considerar o impacto que a ressurreição pode causar na vida de uma pessoa.
1. A mensagem por trás do túmulo vazio dá nova paixão para a vida.
A paixão é uma emoção importante que dá vitalidade à vida. A presença da paixão pode iluminar toda a vida. Ilustração: Na semana passada eu li sobre um pastor metodista que estava continuamente se gabando para seus amigos pastores batistas sobre a grandeza de sua igreja. Não importava o que eles diziam, ele sempre encontrava uma maneira de afirmar que os metodistas eram melhores. Ele tinha paixão. Eventualmente seus amigos se cansaram disso e decidiram fazer uma brincadeira com o pastor Metodista. Um dia eles colocaram um sonífero no café do pastor e ele caiu em um sono profundo. Levaram-no até o cemitério, deitaram-no em um caixão emprestado, ao lado de uma sepultura recém cavada. Eles se esconderam atrás dos arbustos para ver o que iria acontecer. Meia hora mais tarde, o pastor Metodista começou a despertar. Bocejando e olhando em volta, ele começou a notar o caixão, as lápides e a cova aberta. Então ele gritou: "Amém! Aleluia Louvado seja o Senhor o dia da ressurreição chegou e os metodistas são os primeiros a ressuscitar!"
Olhe para os personagens bíblicos em João 20. Houve uma óbvia falta de paixão em suas vidas. No versículo 11, vemos Maria do lado de fora do túmulo chorando. Ela estava desanimada. No versículo 19, vemos os discípulos trancados em um quarto temendo por suas vidas. Eles estavam paralisados pelo medo. No versículo 24 vemos que Tomé tinha ido sem permissão. Seu nome, antes deste evento, era sinônimo de dúvida. No entanto, ao estudar este capítulo vemos Jesus trazer vida, paixão e vitalidade aos Seus seguidores. No versículo 2, Maria Madalena vai ao sepulcro. No versículo 4 dois dos discípulos de Jesus correm para o túmulo. À medida que os acontecimentos se desdobraram as suas dúvidas foram removidas e o drama emocional tornou-se uma paixão da vida. No versículo 17, depois de descobrir a verdade da ressurreição, Maria abraça Jesus em um aperto de morte. No versículo 20, depois de descobrir a verdade da ressurreição, os discípulos estavam "muito felizes". No versículo 28, encontramos Tomé fazendo uma magnifica declaração de fé. Em todos os três casos, você vê o dom da paixão. Jesus quer dar a você e a mim uma paixão pela vida. Às vezes a vida tem um jeito de vazar a paixão do seu coração. Alguns meses atrás eu encontrei um parafuso no pneu do meu carro. Ele fez com que o pneu vazasse lentamente até se esvaziar. A vida às vezes faz isso com a nossa paixão. Precisamos de ajuda! A. A paixão pela vida deve vir de fora de nós mesmos. A paixão e o entusiasmo que nós inventamos sempre falhará. O apóstolo Paulo escreveu muito bem. Ele disse: "Cristo em vós, a esperança da glória". O segredo da paixão e entusiasmo vem de Jesus Cristo. B. A paixão vem do poder da nossa mensagem. Todas; menos quatro das principais religiões do mundo são baseadas em meras proposições filosóficas. As quatro principais religiões do mundo, judaísmo, budismo, islamismo e cristianismo, são baseadas em personalidades. Das quatro só o cristianismo afirma um túmulo vazio de seu fundador. Abraão, o pai do judaísmo, morreu por volta de 1900 aC, mas a ressurreição nunca foi reivindicada por Ele ... escritos budistas dizem que Buda morreu "com aquela passagem absoluta distância em que nada o que ficou para trás" ... Em 6 de junho, 632 dC, com a idade de sessenta e um, Mohammed morreu. Seu túmulo é visitado anualmente por milhares de muçulmanos devotos. Todos os milhões e milhões de judeus, budistas e muçulmanos concordam que os seus fundadores nunca saíram do pó da terra na ressurreição.
2. A mensagem por trás do túmulo vazio dá um novo propósito para a vida.
Ao estudar João 20 você nota que os discípulos encontraram um propósito para se viver. No versículo 18, Maria está espalhando a notícia da ressurreição de Jesus. No versículo 20, os discípulos estão cheios de alegria. A. O propósito de Deus lhe dá algo grande o suficiente para que morrer. Doze homens impotentes, camponeses, na verdade, estavam enfrentando não apenas constrangimento ou vergonha política, mas espancamentos, apedrejamento e execução. Todos os discípulos insistiram, até o último alento, que tinham visto fisicamente o corpo de Jesus ressuscitado. Você não acha que um desses apóstolos teria rachado antes de ser decapitado ou apedrejado? Que um deles teria feito um acordo com as autoridades? Nenhum deles fez. Você vê, os homens dão suas vidas por algo que eles acreditam ser verdade. Eles nunca vão dar suas vidas por algo que sabem ser falso. Os apóstolos não podiam negar Jesus, porque o tinham visto face a face, e eles sabiam que Ele tinha ressuscitado dos mortos. B. O propósito de Deus ultrapassa os efeitos insuficientes da vida. Ilustração: Algum tempo atrás em uma entrevista, Rick Warren, autor do livro “Uma Vida Com Propósitos” disse: "As pessoas me perguntam: Qual é o propósito da vida? E eu respondo: Em resumo, a vida é uma preparação para a eternidade. Nós fomos feitos para durar para sempre, e Deus quer que estejamos com Ele no Céu. Um dia meu coração vai parar, e será o fim do meu corpo - mas não o fim de mim. Eu possa viver de 60 a 100 anos sobre a terra, mas eu vou passar trilhões de anos na eternidade. Aqui é o aquecimento, o ensaio geral. Deus quer que nós pratiquemos na terra o que vamos fazer para sempre na eternidade. Nós fomos feitos por Deus e para Deus, e até você descobrir isso, a vida não vai fazer sentido ... Nós precisamos nos perguntar: Será que vou viver para posses, popularidade, impulsionados por pressões como a culpa, amargura ou materialismo? Ou eu vou ser conduzido pelos propósitos de Deus (para minha vida)?"
3. A mensagem por trás do túmulo vazio dá um novo Poder para enfrentar a vida.
No túmulo vazio os discípulos e Maria olharam através de suas lágrimas e perplexidade em busca de respostas. Seu melhor amigo tinha morrido. Sua esperança tinha sido quebrada. Se Jesus era a esperança do mundo, por que ele morreu? A. Nós, por vezes, nos sentimos impotentes. • Quando não temos respostas. • Quando não entendemos. • Quando não podemos consertar. • Quando não podemos estar por cima ou estar no controle. B. A mensagem do túmulo vazio é que temos um novo poder para enfrentar a vida. Nós temos o poder sobre a morte. Um grupo de crianças da escola traduz a preocupação da humanidade com a morte. Algumas crianças de nove anos foram perguntadas sobre o que pensavam da morte e do morrer. • João disse, "Quando você morrer, eles vão enterrá-lo no chão e sua alma vai para o céu, mas seu corpo não pode ir para o céu, porque está muito lotado lá em cima já" • Jussara disse, "Só as pessoas boas vão para o céu. As outras pessoas vão para onde é quente o tempo todo como no nordeste" • Pedro disse: "Talvez eu vou morrer um dia, mas eu espero que eu não morra no meu aniversário porque não é divertido comemorar aniversário, estando morto" • Marta, comentou: "Quando você morrer, você não terá que fazer lição de casa no céu, a menos que seu professor esteja lá também". C. Não só temos poder sobre a morte, como também temos poder sobre a derrota. "quem nos separará do amor de Cristo? a tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte o dia todo; fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor" (Romanos 8:35-39) Nós todos lutamos contra a derrota. A derrota é difícil de engolir. Estou tão feliz que Jesus Cristo dá vitória definitiva sobre a derrota. D. Nós temos o poder sobre a morte, desânimo e sobre a dúvida. Isto é ilustrado neste capítulo. Jesus apareceu a Maria, aos discípulos e Tomé para tranquilizá-los. Tomé demonstra um caso extremo de dúvida quanto ele enfaticamente disse que não iria acreditar, a menos que ele colocasse o dedo nas marcas dos cravos. Isso não fase Jesus. Ele permitiu Tomé colocar o dedo nas marcas dos cravos. Você não está feliz que Jesus ajuda as pessoas que duvidam? Ele não vai te rejeitei por causa de suas dúvidas. Ele ajuda os duvidosos.
Cristo Ressuscitou! Aleluia! Aleluia! Aleluia! Jesus Ressuscitado visita os Discípulos no Sepulcro Os evangelhos são proclamação de Fé em Cristo Ressuscitado. Sim, não apenas os relatos da Ressurreição, mas todo o texto dos evangelhos é proclamação da Boa Nova da Páscoa de Cristo. É sempre Jesus Ressuscitado que aparece em cada página dos evangelhos. Foi à luz da Experiência Pascal que eles surgiram, e foi para difundir essa luz que eles se estruturaram em catequeses, narrações, parábolas e sinais. Os apóstolos leram toda a sua experiência histórica com Jesus à luz da Experiência Pascal, e contaram essa história sempre com a Ressurreição como cenário de fundo. É como Ressuscitado que Jesus faz ver os cegos, andar os coxos e falar os mudos. É como Ressuscitado que Jesus caminha sobre o mar e dá a Pedro o poder de o fazer também. É como Ressuscitado que Jesus sacia de Pão Vivo as multidões e se transfigura sobre o monte Tabor. É como Ressuscitado que Jesus perdoa os pecados e transforma a água da Antiga Aliança no Vinho inebriante da Nova Aliança que é o Espírito Santo. É à luz da Ressurreição de Cristo que os evangelistas narram a sua Paixão, o seu Batismo e até o seu Nascimento! A Experiência Pascal dos discípulos, “três dias depois” da sua morte-Ressurreição, é o centro e a chave de leitura a partir do qual interpretam toda a história. No Novo Testamento, a história divide-se em “Antes da Experiência Pascal” e “Depois da Experiência Pascal”. A Ressurreição de Jesus é a sua incorporação plena no seio da Família Divina e a realização definitiva da sua Missão de Mediador humano-divino do dom do Espírito Santo. O mistério da nossa Salvação, que é a Assunção da Humanidade na Família Divina, aconteceu no momento da Morte-Ressurreição-Dom do Espírito de Jesus Cristo. Morte, Ressurreição e Dom do Espírito Santo são as três dimensões do acontecimento salvador em Cristo. Jesus ressuscitou no próprio acto de morrer, e derramou o Espírito Santo na sua Ressurreição. Se muitas vezes no Novo Testamento estas três dimensões do mistério da nossa Salvação aparecem separadas no tempo, é por motivos históricos ou catequéticos. Por exemplo, no livro dos Atos dos Apóstolos, o dom do Espírito Santo é narrado apenas no dia de Pentecostes, cinqüenta dias depois da Páscoa! Isto para simbolizar que o Espírito Santo é a “Lei” da Nova Aliança, já que os judeus celebravam nesse dia o dom da Lei da Antiga Aliança a Moisés, no Monte Sinai. Além disto, também narram a Ascensão de Jesus apenas quarenta dias depois da Ressurreição. O número 40, na bíblia, tem o simbolismo de “preparação de acontecimentos importantes”. Aqui simboliza a preparação da missão da Igreja como continuadora de Cristo pela força do Espírito Santo. Do mesmo modo, os evangelhos falam sempre da Ressurreição “ao terceiro dia”. Porquê? Porque foi quando eles fizeram a Experiência Pascal! Depois, ao escreverem os evangelhos, vão colocar também nas palavras de Jesus a sua própria experiência. No entanto, estes “três dias” não são simplesmente contagem cronológica, como se Jesus estivesse a “passar tempo” entre a morte e a Ressurreição! Por isso, no evangelho de Lucas, Jesus diz ao Bom Ladrão: “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso!” (Lc 23, 43) Ou então, no evangelho de Mateus: “Quando Jesus morreu, os sepulcros começaram a abrir-se e os mortos começaram a ressuscitar!” (Mt 27, 50-52) E, no evangelho de João, é clara a linguagem usada para falar do acontecimento salvador da morte de Jesus: “inclinando a cabeça, Jesus ofereceu o Espírito!” (Jo 19, 30) É importante compreendermos a diferença entre Ressurreição de Jesus e Experiência Pascal dos Apóstolos. A Ressurreição é o outro lado da morte! E o dom do Espírito é uma conseqüência da Ressurreição, pela comunhão interior de Jesus ressuscitado com toda a Humanidade. Mas nada disto é evidente! Por isso, do acontecimento à experiência há um tempo. Foram três dias… Três dias em que a vida dos discípulos esteve encerrada num Sepulcro. Não físico… Um Sepulcro daqueles do Coração, um Sepulcro escuro por dentro, apertado em três paredes que eram a Tristeza, a Desilusão e o Medo. Um Sepulcro com estas três paredes frias e escuras tapado por uma grande pedra que era a Morte de Jesus. Tirada esta pedra, seria possível saltar fora do sepulcro. Mas quem a poderia remover? Grande como era… A morte de Jesus tinha-os mergulhado na mais profunda Tristeza. Ele tinha sido a pessoa mais fantástica que tinham conhecido. Por ele tinham abdicado de quase tudo, tinham corrido riscos e enfrentado dissabores. E morreu da pior maneira que pode morrer um Amigo e um Mestre… A morte de Jesus tinha-os introduzido na maior Desilusão das suas vidas, porque acabar numa cruz era a certeza de que ele, afinal, não era o Messias que eles julgavam! Era apenas mais um Mestre, um Profeta… Especial, sem dúvida, mas não o Messias… E além de tudo isto, a morte de Jesus tinha-os enchido de Medo pelas conseqüências que os discípulos teriam que enfrentar se fossem descobertos pelas autoridades judaicas! Foi neste sepulcro de Tristeza, Desilusão e Medo que os discípulos viveram três dias, encerrados pela grande pedra da Morte de Jesus. Juntos no Sepulcro, conversavam sobre tudo o que tinha acontecido, meditavam em todas as palavras do Mestre, recordavam os seus gestos, liam os seus sinais… Este foi o contexto privilegiado para que Jesus Ressuscitado, pela inspiração interior do Espírito Santo, fizesse compreender ao Coração deles que a morte não tinha acabado com a sua Vida nem a sua Missão, mas antes a tinha Transfigurado e Plenificado. A Vida e Missão de Jesus, agora Ressuscitado, continuavam pela ação do Espírito Santo e pela mediação dos seus discípulos! Num ápice, compreenderam toda a Vida de Jesus de um jeito novo! Os últimos três anos de convivência com ele foram relidos e interpretados de maneira nova, à luz da sua Vida continuada para além da morte com o poder do Espírito Santo! Todas as suas parábolas, palavras, gestos, sinais e decisões ganharam um alcance novo, um alcance eterno e vitorioso sobre todas sãs coisas! A Tristeza transformou-se em Júbilo, a Desilusão transformou-se em Exultação e o Medo deu lugar à Liberdade! Porque a Pedra do Sepulcro – a morte de Jesus – tinha sido removida! Compreenderam os discípulos que a morte de Jesus tinha sido a palavra máxima da sua fidelidade, mas que a palavra máxima da fidelidade de Deus ainda estava por dizer: foi a Ressurreição, a vitória sobre a morte! A Experiência Pascal dos discípulos “ao terceiro dia” é uma experiência comunitária da presença de Cristo Vivo pela inspiração do Espírito Santo da qual brota a consciência da continuidade da sua Missão. “Ao terceiro dia”, os discípulos saíram do Sepulcro porque nos seus Corações foi removida a Pedra tumular que lá os encerrava. A morte de Jesus tinha sido Páscoa-Passagem, e não fim! “Ao terceiro dia”, vemo-los sem tristeza, nem desilusão nem medo! Anunciam a Ressurreição de Jesus com desassombro mesmo “debaixo das barbas” dos que o tinham mandado matar. Já não havia nada a temer, nem a chorar! O Evangelho da Vida tinha que ser anunciado. Eles sabiam que era o Evangelho da Vida, porque os tinha feito passar a eles próprios da morte à Vida, do Sepulcro à Liberdade! Jesus era o Senhor da Vida e o Doador da Vida pelo Espírito! Era urgente anunciar e testemunhar a Vida Vivificante de Jesus Ressuscitado! Mas este anúncio não era da ordem das evidências. Anunciavam-no como uma Certeza, mas não o podiam impor como uma evidência. A única maneira de provar a Verdade do Evangelho da Vida era estar disposto a Viver e Morrer por ele até ao fim! E muitos tiveram um fim bem parecido com o do Mestre… Não há outra forma de provar a Verdade senão entregar-se por ela! Mas, o que é que isso interessa?! A Pedra que encerrava todos os Sepulcros foi removida, a morte foi vencida! Eles já sabiam o que era estarem fechados no Sepulcro da Tristeza, da Desilusão e do Medo, encerrados sob o peso da Morte. Mas Jesus Ressuscitado tinha visitado o seu Sepulcro e tinha-os tirado de lá, Renascidos e Libertos na Vitalidade do Espírito da Vida. Este era o Evangelho que tinha que ser anunciado. “Ao terceiro dia”, tudo começara de novo! Este é o Evangelho que tem que continuar a ser anunciado, na certeza de que o “terceiro dia” da nossa Vida acontece quando deixamos que Jesus Ressuscitado nos liberte dos nossos Sepulcros e se torne princípio de Vida Nova em nós pela ação inesgotável do seu Espírito. A ressurreição de Jesus não é a epopéia de um sobrevivente! Para a maior parte dos cristãos, a “notícia” de Jesus Ressuscitado não é, nem de longe, uma Boa Nova de Alegria para a vida que faça vibrar as cordas mais fundas e sensíveis do coração. Infelizmente, a celebração da Páscoa não é para muitos cristãos mais que uma celebração ritual de um acontecimento que se diz ter acontecido com Jesus… Porque é que o coração de tantos cristãos ainda não vibra com a Boa Nova da Ressurreição de Jesus? Porque olham para Jesus ressuscitado como se olha para um sobrevivente. E isto faz com que se entre nesta lógica: “Cristo ressuscitou! Ainda bem para ele!” Sim, para muitos, a ressurreição de Jesus Cristo é um assunto “dele”, não “nosso”… Nós celebramos isso porque… “porque sim… sempre foi assim…” Já é altura de nos darmos conta de que ANUNCIAR A RESSURREIÇÃO DE JESUS NÃO É PROCLAMÁ-LO COMO SOBREVIVENTE MAS SIM COMO DADOR DE VIDA!!! Jesus não passou pela morte como um sobrevivente, mas como um doador de Vida! Não deu um saltinho sobre o muro da morte… Derrubou-o de uma vez por todas! Jesus não ressuscitou “sozinho”. Nele, todos ressuscitamos! “Eu sou o Caminho!!! Eu sou a Porta!!! Eu sou a Vida!!!” Falamos tantas vezes de Jesus Ressuscitado como falaríamos de um herói de guerra, que tivesse passado por uma batalha duríssima e, inimaginavelmente, tivesse sobrevivido, revivido depois da morte! E celebramos o herói, o sobrevivente, a sua vitória e a sua alegria… não a nossa. Jesus não sobrevive à morte. Derrota-a! E Jesus não derrotou a “sua” morte. Jesus derrotou a morte! A sua e a nossa. Em Jesus Ressuscitado ficou aberto para nós o Caminho que conduz todos os Homens ao regaço amoroso de Deus Pai e ao Seu Amor Pleno por Deus Filho no desvelo e inspiração maternais do Espírito Santo. Em Jesus ressuscitado, a morte converte-se em Parto Definitivo da vida que nos faz nascer para a Festa da Plenitude de Deus! Porque no momento da ressurreição de Jesus, toda a Humanidade fica interiormente transformada. Pelo acontecimento da morte, Jesus fica liberto das coordenadas espaço-temporais próprias da corporeidade e entra em comunhão universal com toda a humanidade que o precedera, enriquecendo-a com a sua originalidade pessoal: ser animado interiormente pelo Espírito Santo que num vínculo indissolúvel com o Filho Eterno, Segunda Pessoa da Trindade, fazia dele Filho de Deus. Nesse momento, toda a Humanidade recebe de Cristo o Espírito Santo que faz dela Humano-Divina e capaz de dizer “em espírito e em verdade” a Deus Pai: “ABBA! Papá!” (Rm 8, 14-16) Nesse momento ficaram abertas as “portas do paraíso, fechadas ao Homem desde Adão” e todos os que já viviam nas coordenadas da eternidade foram nesse momento assumidos na Festa da Colheita da “Árvore da Vida, a que estava no centro do Paraíso” (Gen 3, 24). “Em verdade te digo: hoje mesmo, estarás comigo no Paraíso…” (Lc 23, 43) Nesse momento, o Espírito Santo começou a circular nas “veias” interiores-pessoais de toda a humanidade, de tal modo que todas as opções, atitudes, decisões e gestos humanizantes são por ele otimizados ao dar-lhes uma densidade humano-divina. Nesse momento, Deus fez todos os Homens membros da Sua própria Família, ao dar-lhe o Seu “Sangue”, o Espírito Santo, que faz de nós filhos em relação a Deus Pai e irmãos em relação a Deus Filho. Nesse momento, descobrimos a face escondida da Cruz e da fidelidade de Jesus: Jesus não só deu a sua vida, mas deu-nos a sua Vida! Nesse momento nos damos conta de que a vida pode ser mais do que fazemos dela… de que Viver é Ser Pessoa, e Ser Pessoa significa Construir-se Pessoa, em atitudes e opções humanizantes moldadas pelo amor e pelo bem-querer. Nesse momento “rasga-se o véu” e percebemos que a morte é um fim, mas não é o fim! É o fim da história e, nela, o fim do tempo da nossa construção pessoal; mas não é o fim da Vida! Antes, é o parto definitivo para a Plenitude da Vida! Porque Deus é Amor, a morte não podia levar a melhor! A ressurreição de Jesus, Doador de Vida, é a certeza de que a palavra definitiva da nossa vida repousa serena no coração de Deus, e nunca poderá ser muito diferente disto: “Amo-te!!! Assumo o que és e plenificou em Mim. Sê em Mim, Vive em Mim… Nem imaginas a Festa que te está preparada…”