quinta-feira, 19 de maio de 2016

NOSSA RIQUEZA EM CRISTO — 014 — 1 CORÍNTIOS 15:19 — NOSSA ESPERANÇA EM CRISTO NÃO SE LIMITA A ESSA VIDA APENAS


Esse artigo é parte da série "Em Cristo" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará um link para o estudo posterior

14 — 1 Coríntios 15:19 — Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.

Se a nossa esperança — O objeto da esperança de cada crente:

1. Não é outra criatura humana e muito menos angelical.

2. Não consiste em bens materiais como o ouro ou a prata.

3. Não depende de nenhuma autoridade humana, seja ela moral, legal ou civil.

4. Não depende de privilégios externos concedidos pela religião professada.

Pelo contrário, nossa esperança:

5. Depende exclusivamente, como certeza garantida, de Cristo nosso Salvador e Redentor.

6. Depende da Pessoa de Cristo, de Seu sangue, Sua justiça, Seu sacrifício e Sua plenitude.

E o que esperamos em Cristo? Graça e tudo o que ela supre. Perdão dos pecados, justificação, aceitação diante de Deus, vida eterna e salvação. A graça nesta vida e a glória na eternidade. E por todas estas coisas que nossa esperança está “em Cristo”.

Se limita apenas a esta vida – Isto é bem mais comum do que se pode imaginar. Muitos que se declaram cristãos esperam em Cristo somente enquanto esta vida existe, enquanto esta vida durar. Eles não possuem nenhuma esperança associada com a morte e com o fato de que tornarão a viver. Não possuem qualquer esperança na ressurreição de seus corpos. A versão arábica do Novo Testamento traduz 1 Coríntios 15:19 da seguinte maneira: “Se nós que somos de Cristo, e por meio dEle, esperamos a felicidade neste mundo somente, se nossa esperança em Cristo estiver amarrada a esta vida somente, e estiver confinada aos limites desta vida apenas e não inclui as coisas da vida futura - i.e. da vida depois da morte - da eternidade, das glórias invisíveis do mundo porvir e que deverão ser prazerosamente desfrutadas por nossa alma e nossos corpos...”,  então:


Somos os mais infelizes de todos os homens – Um grande número de comentaristas evangélicos, entre os quais podemos citar Doddridge, Macknight e Grotius acreditam que esta frase diz respeitos exclusivamente aos apóstolos. Apesar de admitir que a mesma se aplica, de forma eminente aos apóstolos, os quais por amor ao Senhor Jesus haviam se sujeitado a viver com bem pouco ou nenhum conforto nessa vida e que estavam continuamente expostos à uma vida de dificuldades, incluindo perseguições; homens que haviam sido colocados como espetáculo tanto de outros homens como de anjos —

1 Coríntios 4:9

Porque a mim me parece que Deus nos pôs a nós, os apóstolos, em último lugar, como se fôssemos condenados à morte; porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens.

Homens considerados como a escória do mundo —

1 Coríntios 4:13

Quando caluniados, procuramos conciliação; até agora, temos chegado a ser considerados lixo do mundo, escória de todos.

Homens que sofreram inúmeras indignidades — ultrajes, afrontas e injúrias — e muitas aflições por, inclusive, ensinar e defender a ressurreição dentre os mortos e etc. Ainda assim temos que imaginar que a intenção do apóstolo Paulo ia além disso.

Por esse motivo não podemos discordar de um número maior ainda de comentaristas cristãos, que acreditam que estas palavras também se aplicam a todo e a cada cristão individualmente. Nós também temos nos negado os prazeres, honras e benefícios deste mundo e muitas vezes estamos expostos, continuamente, ao ódio, reprovação e perseguição. Muitos de nós temos enfrentado a disciplina de Deus — amorosa, mas doída! — que nos auxilia a não incorrermos nas mesmas coisas pelas quais o mundo será condenado diante de Deus —

Efésios 4:17—24

17 Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos,

18 obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração,

19 os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza.

20 Mas não foi assim que aprendestes a Cristo,

21 se é que, de fato, o tendes ouvido e nele fostes instruídos, segundo é a verdade em Jesus,

22 no sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano,

23 e vos renoveis no espírito do vosso entendimento,

24 e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade.

Somos incomodados e perturbados por Satanás que nos acossa com suas tentações e sugestões, que como dardos inflamados causam grande dor e desconforto, enquanto outros seguem vidas tranquilas. Gememos juntamente com toda a natureza por causa do corpo de pecado que possuímos e desejamos ansiosamente nos desvestir dele, para que possamos ser revestidos com a glória da imortalidade —

Romanos 8:18—25

18 Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós.

19 A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus.

20 Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou,

21 na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.

22 Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora.

23 E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.

24 Porque, na esperança, fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera?

25 Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos.

Agora se nossa esperança “em Cristo” se resumir apenas a essa vida então as atrocidades sofridas, as dificuldades enfrentadas, as dores suportadas e as afrontas ignoradas tornam-se duas vezes mais cruéis. Se assim for, se nossa esperança se resume a essa vida, então é melhor ser qualquer outra coisa, que ser cristão. Essa é a triste conclusão a que Paulo chega:se nossa esperança “em Cristo” se resumir apenas a esta vida somos os mais infelizes entre os humanos. Se não existir uma ressurreição então não existe verdadeira esperança. Todos os que cremos em Cristo temos esperança nEle. Todos os que acreditam em Cristo como Redentor têm esperança tanto de redenção como de salvação nEle.

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